Cartilha de Acessibilidade na Web

W3C Brasil

Fascículo I
Introdução

Índice
    1 Prefácio
    2 Capítulo 1: Introdução
    3 Capítulo 2: O que é acessibilidade na web
    4 Capítulo 3: Quem são os beneficiados com uma web acessível?
    5 Capítulo 4: Referências para consulta
    6 Referências bibliográficas


Prefácio 

O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio internacional em que
organizações filiadas, uma equipe em tempo integral e o público
trabalham juntos para desenvolver padrões para a web . O W3C já publicou
mais de cem padrões, como HTML, CSS, RDF, SVG e muitos outros. Todos os
padrões desenvolvidos pelo W3C são gratuitos e abertos, visando garantir
a evolução da web e o crescimento de interfaces interoperáveis. 

Liderado pelo inventor da web Tim Berners-Lee e pelo CEO Jeffrey Jaffe,
o W3C tem como missão conduzir a World Wide Web a atingir todo seu
potencial, desenvolvendo protocolos e diretrizes que garantam seu
crescimento de longo prazo. 

O W3C Brasil iniciou suas atividades em 2008 por iniciativa do Comitê
Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do núcleo de Informação e
Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Hospedar um escritório do W3C é
estratégico para que a comunidade brasileira não apenas adote padrões
web , mas também contribua com inovação e desenvolvimento, por meio,
principalmente, de fóruns de discussões do W3C. o W3C Brasil acompanha
as discussões de alcance mundial sobre o desenvolvimento dos padrões,
com uma atenção especial a temas como: Open Web Platform , dados abertos
e acessibilidade na web . Este último está na agenda principal do W3C
Brasil desde sua inauguração. 

Além de promover o uso de padrões desenvolvidos internacionalmente para
que as páginas web sejam acessíveis a todos (WCAG 2.0 â€“ Diretrizes de
Acessibilidade a conteúdo Web), o W3C Brasil coordena ações locais nesse
tema. uma delas é o Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web â€“ Todos
na Web , que reconhece trabalhos, iniciativas e pessoas que promovem a
eliminação de barreiras e facilitam o acesso a sítios web ,
possibilitando uma experiência rica de navegação na Internet para todas
as pessoas. 

Além desse prêmio, o W3C Brasil, desde 2009, promove ações no Dia
Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 3 de dezembro
e proclamado pela onu para promover não só a sensibilização da sociedade
em relação ao tema, mas também trazer à tona ações, discussões e medidas
quanto à acessibilidade. um exemplo foi o evento realizado no Memorial
da América Latina durante a Virada Inclusiva de São Paulo em 2012 . 

O W3C Brasil conta com o Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web do
W3C Brasil (GT Acessibilidade na Web), criado em março de 2012 que se
reúne periodicamente para planejar ações a serem realizadas no Brasil.
Em 2013, o grupo conta com mais de sessenta pessoas, entre elas
representantes do governo federal, estadual e municipal de diversos
estados, membros de instituições para pessoas com deficiência,
acadêmicos e representantes da sociedade civil. 

Uma das demandas desse grupo foi produzir uma Cartilha de Acessibilidade
na Web, para orientar gestores, desenvolvedores, auditores,
procuradores, promotores e cidadãos sobre a importância de se preocupar
com e investir em acessibilidade na web . 

Esta cartilha surgiu da necessidade de uma documentação que auxiliasse
as pessoas a entender como funciona a web , seus benefícios e
potencialidades, e a cobrar seus direitos ao acessar conteúdos na rede.
Trata-se de um trabalho colaborativo, do GT de Acessibilidade na Web do
W3C Brasil e parceiros e apoiadores desse projeto. 

Agradecemos imensamente todo o esforço do incansável grupo de
colaboradores do GT de Acessibilidade na Web. Também agradecemos aos
parceiros, Ministério do Planejamento, Governo do Estado de São Paulo,
Prefeitura de São Paulo, AACD, ABRADI e Brasscom por apoiarem essa
iniciativa, principalmente na sua divulgação. 

E por fim, uma menção muito especial de agradecimento a toda equipe do
CGI.br e nIC.br que apoiam e sustentam essa iniciativa. 

Vagner Diniz , gerente do W3C Escritório Brasil eâ€¨ Reinaldo Ferraz ,
especialista em acessibilidade na web , W3C Escritório Brasil. 

Capítulo 1: Introdução 

1.1. Objetivos da Cartilha 

A Cartilha de Acessibilidade na Web foi desenvolvida pelo GT de
Acessibilidade na Web do W3C Brasil com os seguintes objetivos: 
* Contextualizar o tema acessibilidade na web , de modo simples e de
fácil compreensão a todos que desejam conhecer o assunto. 
* Apresentar as principais barreiras de acesso à web aos diferentes
grupos de usuários. 
* Listar, de maneira simples e organizada, as recomendações e
diretrizes que podem ser usadas por desenvolvedores de aplicações e
soluções web para evitar ou eliminar barreiras de acesso, indicando as
respectivas fontes de consulta. 
* Apresentar orientações a respeito dos procedimentos que devem ser
adotados para avaliar a acessibilidade de um sítio web . 
* Orientar os cidadãos e seus representantes sobre como devem
proceder para cobrar a acessibilidade em sítios web . 


1.2. Licença de uso 

A Cartilha de Acessibilidade na Web do W3C Brasil é disponibilizada sob
a licença â€  Creative Commons Atribuição â€“ uso não-comercial 3.0
Brasilâ€  (CC BY-nC 3.0 BR). Qualquer pessoa que tenha acesso a seu
conteúdo pode compartilhar, copiar, distribuir e transmitir a obra,
desde que mantidas as seguintes condições: 
* Atribuição: devem ser atribuídos créditos à obra da forma
especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que dê a
entender que este concede qualquer direito de uso e autoria da obra). 
* uso não comercial: não é permitido utilizar a obra para fins
comerciais. 


Fica claro que: 
* Renúncia: qualquer das condições acima pode ser renunciada se uma
pessoa obtiver permissão do titular dos direitos autorais. 
* Domínio público: onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver
em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de
maneira alguma, afetada pela licença. 
* Outros direitos: os seguintes direitos não são, de maneira alguma,
afetados pela licença:
 limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos
livres aplicáveis;â€¨ 
        . os direitos morais do autor;â€¨ 
 direitos que outras pessoas possam ter sobre a obra ou sobre a
utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade. 


1.3. Público-alvo da cartilha 
* Qualquer cidadão que queira ter conhecimento sobre acessibilidade
na web e necessite saber como exigir de seus representantes e gestores a
acessibilidade em sítios web . 
* Procuradores, promotores e auditores que necessitem ter
conhecimento sobre acessibilidade na web . 
* Gestores, administradores e gerentes de projetos que necessitem
conhecer a importância, os benefícios e as ações necessárias para
garantir a acessibilidade em seus sítios web . 
* Desenvolvedores, designers , arquitetos de informação, testadores
ou analistas de qualidade e provedores de conteúdo que necessitem de
orientação sobre onde obter diretrizes técnicas de acessibilidade, bem
como sobre a melhor maneira de utilizá-las na prática e de testar o
resultado do seu trabalho. 


1.4. Fascículos 

Essa cartilha buscará atender os diversos públicos e abordagens sobre
acessibilidade na web . Desde o iniciante, até aquele que necessita de
uma visão mais técnica sobre o assunto, seja do ponto de vista jurídico,
seja sobre os padrões de desenvolvimento de sítios. Para tanto, a
cartilha foi organizada em fascículos onde cada um abordará diferentes
aspectos da Acessibilidade na web . 

Os próximos fascículos que serão elaborados são:â€¨ 
    1 Legislação e Benefícios da Acessibilidade na Web 
    2 Conhecendo o Público Alvo da Acessibilidade Web 
    3 Tornando o Conteúdo Web Acessívelâ€¨ 
    4 Mantendo o Conteúdo Acessívelâ€¨ 
    5 Mensurando Acessibilidade e Resultadosâ€¨ 
    6 Referências 


1.5. Como contribuir 

Se você tem interesse em contribuir com essa cartilha enviando
correções, sugestões de exemplos, testemunhos etc., junte-se ao GT de
Acessibilidade na Web do W3C. Para obter maiores informações sobre como
participar deste grupo, entre em contato com o W3C Brasil . 

1.6. Siglas utilizadas nesse fascículo 

AACD 
Associação de Assistência à Criança Deficienteâ€¨
ABRADi 
Associação Brasileira das Agências Digitaisâ€¨
ABnT 
Associação Brasileira de normas Técnicasâ€¨
Brasscom 
Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e
Comunicação
ONU 
Organização das Nações Unidas
WAI 
Web Accessibility Initiative do W3C
W3C 
World Wide Web Consortium


Capítulo 2: O que é acessibilidade na web 

2.1. Como funciona a Internet? 

A Internet é uma grande rede de computadores, criada a partir de um
conjunto de regras e protocolos que interligam permanentemente milhões
de computadores em todo o mundo. É esta rede que nos permite consultar
páginas digitais que contêm as mais diversas informações, acessar
serviços públicos ou privados, fazer compras usando o comércio
eletrônico, trocar mensagens de correio eletrônico, intercambiar
arquivos de textos, imagens, áudios e vídeos, fazer chamadas e
teleconferências com áudio e vídeo, participar de redes sociais, entre
outras atividades. 

Para se conectar à Internet, o indivíduo precisa ter: 
1 algum dispositivo computacional (computador desktop, laptop,
tablet celular, dentre outros) que possua softwares 3 adequados para o
acesso à Internet. 
2 acesso a algum computador conectado à rede, chamado de provedor,
responsável por fornecer o acesso de outros computadores à internet. 
3 uma conexão física entre esses dois computadores, que pode ser
através de uma linha telefônica convencional, uma linha de telefone
celular ou uma linha de transmissão de dados, com ou sem fio. 


2.2. Como funciona a web ? 

A World Wide Web , ou WWW, ou W3, ou simplesmente web , é um dos
serviços oferecidos na Internet, concebido para disponibilizar
permanentemente informações a todos os usuários. Desde 1991, quando foi
criada por Tim Berners-Lee, que também criou o W3C, a web vem sendo
utilizada em áreas cada vez mais diversas da atividade humana
(informação, comunicação, educação, comércio, saúde, acesso a serviços
públicos e privados, entre outras) e vem ganhando cada vez mais
importância na vida cotidiana de um número cada vez maior de pessoas, em
todo o mundo. 

Esse uso diversificado e maciço da web tornou seu usuário cada vez menos
um leitor passivo (como acontecia no início) e cada vez mais um ator
participativo (como é possível constatar observando os blogs e redes
sociais). Assim, a web deixou de ser apenas um repositório de documentos
estáticos, para se tornar um veículo hiperdinâmico de comunicação,
expressão de opiniões, intercâmbio de conhecimentos, realização de
negócios, ensino a distância e muitas outras utilizações que surgem a
todo momento. 

A web é composta por um imenso conjunto de documentos, que nos são
apresentados em pequenas porções chamadas de páginas web . Essas páginas
e documentos possuem muitas interligações entre seus conteúdos, feitas
por conexões chamadas de hiperlinks . Cada hiperlink cria uma relação
com outra página (do mesmo ou de algum outro documento) ou com o
endereço de outra parte da mesma página. Por exemplo, ao ler a versão
web desta cartilha, dependendo do interesse e da necessidade, o leitor
certamente irá utilizar os hiperlinks para avançar a outro item do mesmo
capítulo, a outro capítulo ou a outro documento que não pertence a esta
cartilha. 

Esse tipo de organização não linear, que permite várias sequências
lógicas de leitura e vários níveis de aprofundamento nos assuntos, de
acordo com o interesse e a necessidade do leitor, é chamado de
hipertexto. O hipertexto, portanto, é um texto que possui marcações
especiais, indicando sua ligação ou hiperlink com outros hipertextos.
Além dos hiperlinks , as marcações do hipertexto indicam também sua
estrutura, composta por títulos, subtítulos, listas, tabelas,
formulários, entre outros elementos. 

A linguagem usada para a marcação dessas estruturas e hiperlinks nos
hipertextos é chamada de Hypertext Markup Language , ou HTML. O
protocolo usado para transferir os hipertextos entre os servidores
(computadores ligados à Internet que armazenam os documentos) e os
clientes (computadores dos usuários da Internet) é chamado de Hypertext
Transfer Protocol , ou HTTP. 

A maior parte das informações e serviços é disponibilizada na Internet
por meio da web . As páginas web não são armazenadas aleatoriamente, de
maneira dispersa, mas, sim, com uma organização própria. um conjunto de
páginas web interligadas e que possuem o mesmo endereço principal e a
mesma administração é chamado de site ou sítio. O sítio web possui uma
página inicial, também chamada de home page , considerada o ponto
principal de acesso às outras páginas da aplicação ou do serviço. 

2.3. O que é acessibilidade? 

Existem muitas definições de acessibilidade. A seguir, apresentaremos
algumas delas, destacando os aspectos mais relevantes para nosso
propósito. Ao final, será proposta uma definição que reúne os aspectos
destacados. 

o Decreto Federal nÂ° 5.296/2004 [1], em seu artigo 8Â°, I, estabelece:
â€œI â€“ acessibilidade: condição para utilização, com segurança e
autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos
urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos,
sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de
deficiência ou com mobilidade reduzida;â€  

Esta definição apresenta uma lista bastante abrangente dos objetos aos
quais se aplica a acessibilidade, englobando desde edificações até meios
de comunicação, ainda que esteja muito focada em espaços e serviços
coletivos. Ressalta adequadamente que a utilização deve se dar com
segurança e autonomia, porém restringe sua abrangência a pessoa
portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida , ao invés de
aplicá-la a todas as pessoas. Além disso, utiliza a denominação
â€œpessoa portadora de deficiênciaâ€ , termo atualmente considerado
inadequado. 

A Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência,
adotada pela onu em 30 de março de 2007, em nova York, e ratificada pelo
Decreto Federal n° 6.949 de 25 de agosto de 2009 [2], estabelece em seu
artigo 9 o, item 1: â€œA fim de possibilitar às pessoas com deficiência
viver com autonomia e participar plenamente de todos os aspectos da
vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas para
assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais
pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação,
inclusive aos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, bem
como a outros serviços e instalações abertos ou propiciados ao público,
tanto na zona urbana como na ruralâ€ . 

Esta definição tem a virtude de ressaltar alguns pontos importantes como
a vida independente, a participação plena e o acesso em igualdade de
oportunidades; porém restringe sua abrangência a equipamentos e serviços
públicos e às pessoas com deficiência. 

A norma Brasileira ABnT nBR 9050:2004 [3] define em seu item 3.1:
â€œAcessibilidade: Possibilidade e condição de alcance, percepção e
entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações,
espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.â€  

A principal contribuição desta definição é ressaltar a importância dos
aspectos de alcance, percepção e entendimento. 

Para os propósitos desta cartilha, será utilizado o termo
â€œacessibilidadeâ€  no sentido de: possibilidade e condição de alcance,
percepção e entendimento para a utilização, em igualdade de
oportunidades, com segurança e autonomia, do meio físico, do transporte,
da informação e da comunicação, inclusive dos sistemas e tecnologias de
informação e comunicação, bem como de outros serviços e instalações. 

Para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a acessibilidade
possibilita uma vida independente e com participação plena em todos os
seus aspectos; e para todas as pessoas, em diferentes contextos, pode
proporcionar maior conforto, facilidade de uso, rapidez, satisfação,
segurança e eficiência. 

2.4. O que é acessibilidade na web ? â€ Acessibilidade na web significa
que pessoas com deficiência podem usar a web . Mais especificamente, a
acessibilidade na web significa que pessoas com deficiência podem
perceber, entender, navegar, interagir e contribuir para a web . E mais.
Ela também beneficia outras pessoas, incluindo pessoas idosas com
capacidades em mudança devido ao envelhecimentoâ€  [4]. 

Se for aplicada a definição geral de acessibilidade ao ambiente
específico da web , pode-se dizer que se trata da possibilidade e da
condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização, em
igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia, dos sítios e
serviços disponíveis na web . Porém, para abarcar a complexidade do
conceito de acessibilidade na web , existem alguns aspectos específicos
que precisam ser considerados. 

a) a importância, a abrangência e a universalidade da web 

Está cada vez mais difícil encontrar um campo da atividade humana em que
não haja, de algum modo, influência da web , seja na educação, na
formação profissional, no trabalho, na informação, na cultura, nas
comunicações, no comércio, nos negócios, na saúde, nos serviços públicos
e nos contatos profissionais e pessoais, citando apenas os campos de
utilização mais comuns. Além dessa diversidade temática, é cada vez mais
importante que a web esteja disponível em todas as situações e
ambientes, a qualquer momento, sob as mais diversas condições técnicas.
Dessa forma, considera-se fundamental a disponibilidade da web em casa,
no trabalho ou nas viagens, em dispositivos móveis ou computadores
convencionais, seja em ambientes internos ou externos, em meios urbanos
ou rurais. 

Assim, a web assume um papel de tão grande importância, que sua
acessibilidade passa a não significar acesso a uma coisa só, mas a uma
infinidade de aspectos importantes da vida e do cotidiano de cada
pessoa. É por isso que a Convenção Internacional sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência estabelece, em seu artigo 9, sobre
acessibilidade, que: â€œOs Estados Partes tomarão as medidas apropriadas
para: [...] g) Promover o acesso de pessoas com deficiência a novos
sistemas e tecnologias da informação e comunicação, inclusive à
Internet.â€  

Nesse mesmo sentido, Tim Berners-Lee [5] afirma que o poder da web está
na sua universalidade. o acesso por todas as pessoas, não obstante a sua
deficiência, é um aspecto essencial . Para o W3C [6], é essencial que a
web seja acessível, de modo a prover igualdade de acesso e de
oportunidades para pessoas com diferentes capacidades . E acrescenta que
a acessibilidade sustenta a inclusão social de pessoas com deficiência,
idosas, residentes em áreas rurais, em países em desenvolvimento, entre
outras . 

Mas a importância do acesso à web por pessoas com deficiência vai além
de questões de democracia, justiça social e igualdade de oportunidades.
Já em 2003, Jorge Fernandes e Francisco Godinho [7] afirmavam que: Para
a maioria das pessoas, a tecnologia torna a vida mais fácil. Para uma
pessoa com necessidades especiais, a tecnologia torna as coisas
possíveis . 

Se for aplicada esta afirmativa ao contexto da web , é possível concluir
que uma pessoa com deficiência deveria acessar a web em melhores
condições, já que tem mais dificuldade para acessar essas mesmas
informações e serviços no mundo físico, porque não pode ler material
impresso, ou ouvir informações transmitidas oralmente, ou locomover-se
até determinado local, ou compreender informações transmitidas em
ambientes confusos e com muita estimulação, entre outras barreiras. 

b) a reciprocidade 

Costuma se pensar na acessibilidade como uma via de mão única, como se
as pessoas fossem apenas receptoras. Porém isso está longe da verdade,
especialmente no caso da web . De acordo com documentos da Iniciativa
para a Acessibilidade na Web (W3C-WAI) 4 , acessibilidade na web
significa que pessoas com deficiência podem perceber, compreender,
navegar e interagir com a web e podem também contribuir com a web .
â€œQuanto mais sítios e programas acessíveis estiverem disponíveis, mais
efetivamente pessoas com deficiência poderão usar e contribuir com a web
â€  [8] 

Portanto, quanto mais pessoas puderem acessar, mais contribuições haverá
para a web e, através dela, para a sociedade. 

c) a multiplicidade e a diversidade de fatores envolvidos 

Para que a acessibilidade na web seja alcançada, é necessário que vários
componentes estejam trabalhando adequadamente em conjunto. A W3C-WAI [9]
identifica sete componentes: 
1 Conteúdo é a informação contida numa página ou aplicação web ,
incluindo:
        . a informação natural, tal como texto, imagem e áudio;â€¨ 
 o código ou marcação, que define a estrutura, a forma de
apresentação, etc. 
2 Navegadores são os tocadores de conteúdo multimídia e outros
agentes do usuário . 
3 Tecnologia assistiva é aquela usada por pessoas com deficiência e
mobilidade reduzida, como é o caso dos programas leitores de tela, dos
ampliadores de tela, dos teclados alternativos, entre outros. 
4 O conhecimento do usuário , sua experiência e, em alguns casos,
suas estratégias adaptativas para a utilização da web .â€¨ 
5 Desenvolvedores, designers , codificadores, autores, entre outros,
incluindo pessoas com deficiência que são desenvolvedores e usuários que
contribuem com conteúdo. 
6 Ferramentas de autoria (authoring tools): softwares usados para
criar sítios web 
7 Ferramentas de avaliação : avaliadores de acessibilidade,
validadores de HTML, validadores de CSS, entre outros. 


Esta cartilha abordará o primeiro componente, conteúdo da web , e como
se dão suas relações com os demais componentes, em seus diversos
aspectos, para que a acessibilidade seja garantida. 

Após essas considerações, é possível reescrever a definição de
acessibilidade na web , agora de maneira mais rica e abrangente: 

Acessibilidade na web é a possibilidade e a condição de alcance,
percepção, entendimento e interação para a utilização, a participação e
a contribuição, em igualdade de oportunidades, com segurança e
autonomia, em sítios e serviços disponíveis na web , por qualquer
indivíduo, independentemente de sua capacidade motora, visual, auditiva,
intelectual, cultural ou social, a qualquer momento, em qualquer local e
em qualquer ambiente físico ou computacional e a partir de qualquer
dispositivo de acesso. 

De maneira resumida, é possível dizer que garantir a acessibilidade na
web é permitir que qualquer indivíduo, utilizando qualquer tecnologia de
navegação, visite qualquer sítio e obtenha completo entendimento das
informações contidas nele, além de ter total habilidade de interação
[10]. Isso significa tornar todos os serviços, assuntos e publicações
tão fáceis de serem utilizados por todas as pessoas, que até
esqueceremos que há diferenças [11]. 

2.5. Projetando para todos 

O fundamento teórico mais relevante para o conceito de acessibilidade é
o Desenho universal, que é o desenvolvimento de produtos e ambientes
para serem usáveis por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem
a necessidade de adaptação ou desenho especializado [4]. A ideia
principal contida no Desenho universal é que o mundo projetado deve se
adaptar o melhor possível a todas as pessoas, ao invés de exigir destas
um grande esforço de adaptação. Estão de acordo com o Desenho universal,
por exemplo, os ambientes que possuem rampas de acesso, banheiros e
bebedores adaptados, fraldários, pisos podotáteis, elevadores com áudio
e painéis em Braille, etc. outro exemplo são os filmes que possuem
audiodescrição, legendas e tradução para LIBRAS â€“ Língua Brasileira de
Sinais. 

Assim, o uso do Desenho universal significa um grande passo na direção
de um mundo cada vez mais inclusivo, que se adapta cada vez mais às
diferentes habilidades e necessidades das pessoas e que exige delas cada
vez menos esforço individual adaptativo, o qual, como sabemos, acaba
sempre por excluir muitas pessoas da participação na vida social e
também por privar a sociedade da contribuição que poderia ser trazida
por essas pessoas. 

São sete os princípios do Desenho universal [12]: 
* Equiparação nas possibilidades de uso : pode ser utilizado por
qualquer usuário em condições equivalentes. 
* Flexibilidade de uso : atende a uma ampla gama de indivíduos,
preferências e habilidades individuais. 
* Uso simples e intuitivo : fácil de compreender, independentemente
da experiência do usuário, de seus conhecimentos, aptidões linguísticas
ou nível de concentração. 
* Informação perceptível : fornece de forma eficaz a informação
necessária, quaisquer que sejam as condições ambientais/físicas
existentes ou as capacidades sensoriais do usuário. 
* Tolerância ao erro : minimiza riscos e consequências negativas
decorrentes de ações acidentais ou involuntárias.â€¨ 
* Mínimo esforço físico : pode ser utilizado de forma eficiente e
confortável, com um mínimo de fadiga. 
* Dimensão e espaço para uso e interação : espaço e dimensão
adequados para a interação, o manuseio e a utilização, independentemente
da estatura, da mobilidade ou da postura do usuário. 


Ao se aplicarem à web os princípios do Desenho universal, conclui-se que
os objetos e ambientes utilizados nos sítios devem ser projetados para
serem utilizados, sem modificação ou assistência externa, pelo maior
número de pessoas possível, independentemente de suas habilidades
motoras, visuais, auditivas, táteis ou de qualquer outra condição que
possa oferecer dificuldade na finalização de uma tarefa. 

Os objetos e ambientes são veiculados na Internet por meio de códigos,
que devem se adequar a certos padrões para permitir que tanto os
controles de navegação quanto o conteúdo sejam compatíveis com a ampla
variedade de dispositivos de acesso à web , e com toda a diversidade da
tecnologia assistiva utilizada por pessoas com deficiência e mobilidade
reduzida. Assim, todos os sítios web devem ser construídos de acordo com
padrões, para que, quando reutilizados em escala, não ofereçam barreiras
de acesso por toda ou parte da sociedade [13]. 
* 3 Programas de computador que trabalham em conjunto para
desempenhar uma função. 
* 4 A Iniciativa de Acessiblidade na Web do W3C (WAI) desenvolve
estratégias, diretrizes e recursos que auxiliam a tornar a web acessível
a pessoas com deficiência. 


Capítulo 3: Quem são os beneficiados com uma web acessível? 

Quando se pensa em acessibilidade na web e seus benefícios, é natural
associar acessibilidade com responsabilidade social, melhoria da imagem
das empresas/instituições e a disponibilização democrática de serviços,
produtos e informações para as pessoas com deficiência. 

As pessoas com deficiência são as maiores beneficiadas, pois, na falta
da acessibilidade na web , podem ter seu acesso prejudicado ou até mesmo
impedido pelas barreiras impostas pela inacessibilidade. Mas, quando os
sítios são verdadeiramente acessíveis, as pessoas com deficiência podem
usufruir de todas as informações e serviços disponíveis na web . â€œA
web é cada vez mais um recurso essencial em muitos aspectos da vida:
educação, emprego, governo, comércio, saúde, diversão, interação social,
e muito mais. É usada não apenas para receber informações, mas também
para fornecer informações e interagir com a sociedade. Portanto, é
essencial que seja acessível, a fim de proporcionar igualdade de acesso
e de oportunidades para pessoas com deficiência.â€  [14] 

Assim, a partir de uma web acessível, muitos cenários aparentemente
improváveis tornam-se possíveis, não só para pessoas com deficiência,
mas também para qualquer categoria de usuário, tais como: 
* Uma mulher cega, utilizando um leitor de telas, pesquisa a
restituição de imposto de renda no sítio da Receita Federal; 
* Um homem cego e sem braços procura sua ex-professora em um sistema
de busca utilizando um programa de reconhecimento de voz para entrar
comandos no computador e receber retorno a partir do leitor de telas; 
* Um homem com paralisia cerebral, com grandes dificuldades motoras
e que só utiliza um dedo para teclar, atualiza seu perfil em uma rede
social; 
* Um homem com deficiência motora, que usa um mouse adaptado, faz
compras em uma loja virtual; 
* Uma jovem tetraplégica, utilizando apenas um ponteiro na cabeça,
procura informações sobre células-tronco em sítios especializados; 
* Uma mulher com deficiência intelectual faz exercícios pela web
para melhorar sua comunicação; 
* Um senhor surdocego namora pela web , utilizando um dispositivo
que mostra em Braille as informações exibidas na tela; 
* Uma mulher com baixa visão procura informações sobre investimentos
e a crise econômica mundial, utilizando um programa ampliador de tela; 
* Um programador daltônico testa uma aplicação na web , procurando
erros; 
* Um jovem surdo ou com deficiência auditiva que faz um curso de
inglês à distância. 
* Uma jovem com dificuldade de leitura, em virtude da combinação de
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e dislexia,
estudante do ensino médio, que gosta das aulas de literatura,
complementa a leitura de livros e estudos por meio de aulas on-line. Ela
utiliza um programa que realça o texto na tela, ao mesmo tempo em que é
realizada uma leitura em voz alta [15]. 


Fazendo uma analogia com o mundo físico, a maioria dos shoppings centers
utiliza portas que abrem automaticamente quando as pessoas se aproximam.
Isso possibilita que cadeirantes, pessoas com deficiência motora, idosos
e mães com carrinhos de bebê entrem com facilidade no local, sem
necessitarem do auxílio de terceiros. Essa característica acaba por
facilitar a entrada e a saída do shopping a todas as pessoas, com e sem
deficiência, nos mais diferentes contextos. 

No mundo digital, isso também funciona, pois, quando facilitamos o
acesso e o uso para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida,
todos, de algum modo, acabam sendo beneficiados. 

Por exemplo, para se tornar acessível para pessoas com baixa visão, um
hiperlink precisa apresentar bom contraste entre a cor do texto e o
respectivo fundo, ter aparência clara de um hiperlink , destacar-se dos
outros textos e hiperlinks, ter uma boa área para o clique/toque, fazer
sentido quando lido fora de contexto e, principalmente, informar
claramente seu destino. Todas essas características são fundamentais
para que as pessoas com baixa visão consigam utilizá-los, e ainda acabam
facilitando o acesso de todas as pessoas. 

Além disso, devido à universalidade e à grande versatilidade da
Internet, os usuários atuam em contextos bastante diferentes, podendo
estar inseridos em alguma das seguintes situações: 
* não ter a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou ter grande
dificuldade, quando não mesmo a impossibilidade, para interpretar
determinados tipos de informação; 
    * ter dificuldade para ler ou compreender textos; 
    * não ter um teclado ou mouse , ou não ser capaz de utilizá-los; 
* ter uma tela que apresenta somente texto, uma tela de dimensões
reduzidas ou uma ligação muito lenta com a Internet; 
* não falar ou compreender fluentemente a língua em que o documento
foi escrito; 
* ter as mãos, os olhos ou os ouvidos ocupados, ou de outra forma
solicitados (por exemplo, ao volante a caminho do trabalho, ou
trabalhando num ambiente barulhento); 
* ter uma versão muito antiga de um navegador, um navegador
completamente diferente dos habituais, um navegador por voz, ou um
sistema operacional menos comum [16]. 


â€¨Para ilustrar melhor a importância da acessibilidade em diferentes
contextos de uso da web , a seguir são apresentados alguns cenários em
que pessoas sem deficiência são beneficiadas e usuárias diretas da
acessibilidade: 
* Homem destro, com tendinite, faz pesquisa na web para trabalho da
faculdade, utilizando com dificuldades o mouse , mas navegando com a mão
esquerda sem encontrar barreiras de teclado na página; 
* Mulher analfabeta funcional tenta tirar uma certidão no sítio da
prefeitura da sua cidade, acessando informações representadas por ícones
na página; 
* Casal de idosos, já com alguma dificuldade para ler textos
pequenos e que possui pouca experiência com a Internet, amplia o tamanho
do texto para comprar passagens aéreas em promoção para visitarem o
filho em outro estado; 
* Leigo no uso de computadores vê-se obrigado a usar a Internet para
realizar a matrícula escolar de seu filho, seguindo as orientações de um
tutorial de uso do sistema; 
* Brasileiro, sem fluência no espanhol, procura informações sobre
Buenos Aires em um sítio de língua espanhola acessando as galerias de
fotos; 
* Criança, ainda com linguagem em desenvolvimento, procura um jogo
na web em uma página com animações que identificam o jogo que ela
procura; 
* Robôs de busca, como o Yahoo, Google, Bing etc., que só indexam
texto, procuram sítios com informações sobre a Copa do Mundo no Brasil
baseados na semântica dos documentos HTML; 
* Funcionário novo na empresa utiliza pela primeira vez um sistema
de gerenciamento de projetos via web depois de assistir a um tutorial de
uso do sistema; 
* Homem de meia-idade aumenta a fonte dos textos de um sítio ao
navegar pelo seu netbook com tela de apenas 9 polegadas; 
* Utilizando conexão de baixa velocidade, mulher tenta comprar um
eletrodoméstico em um sítio de comércio eletrônico construído e
estruturado de forma a consumir pouca banda da Internet; 
* Usuário procura os horários da sessão de cinema em seu tablet com
tela de 7 polegadas e aumenta e diminui o tamanho do texto conforme sua
necessidade de navegação; 
* Mulher atrasada tenta fazer check-in pelo sítio da companhia aérea
utilizando seu smartphone no táxi, a caminho do aeroporto, em um
formulário simples e de fácil compreensão; 
* A caminho de uma reunião, utilizando seu smartphone, homem utiliza
o sistema de busca de um sítio web para localizar o endereço da sede da
empresa. 


Capítulo 4: Referências para consulta 

A tabela a seguir contém referências para artigos, sítios web e
ferramentas relevantes para a acessibilidade web . Cada referência
poderá ser indicada para um ou mais perfis de público-alvo da cartilha.
Essa indicação será feita nas últimas colunas da tabela, por meio das
letras de A a D, de acordo com os perfis, considerando: 

4.1. Perfis da Cartilha: 

A 
Cidadão interessado, que necessita de conhecimento para saber como
cobrar seus representantes e os gestores dos sítios a respeito da falta
de acessibilidade
B 
Procuradores, promotores e auditores que necessitam adquirir
conhecimento sobre acessibilidade na web .
C 
Gestores,administradores e gerentes de projeto que necessitam conhecer a
importância, os benefícios e as ações necessárias para garantir a
acessibilidade em seus sítios.
D 
Desenvolvedores, designers , arquitetos de informação, testadores e
provedores de conteúdo que necessitam de orientação sobre onde obter
diretrizes técnicas de acessibilidade, bem como sobre a melhor maneira
de utilizá-las na prática e de testar o resultado de seu trabalho.


Todos os links dessa sessão e das referências bibliográficas foram
acessados e verificados no dia 21 de novembro de 2013. Artigos


N°       Nome e hiperlink        Perfis 
01       Introdução à acessibilidade na Web (W3C â€“ tradução
Maujor.com) http://www.maujor.com/w3c/introwac.html      A       B
C
D 
02       Acessibilidade Web: tudo tem sua primeira vez â€“ Parte I
http://acessibilidadelegal.com/13-tudotem.php    A       B       C
D 
03       Acessibilidade Web: tudo tem sua primeira vez â€“ Parte II
http://acessibilidadelegal.com/13-tudotem2.php   A       B       C
D 
04       Vídeo: acessibilidade Web: custo ou benefício?
http://www.videolog.tv/video.php?id=230205       A       B       C
D 
05       Guia de referência em acessibilidade Web â€“ UNIRIO
http://www.acessibilidadelegal.com/13-guia.php   A       B       C
D 
06       Prêmio Nacional de Acessibilidade Web â€“ W3C Brasil
http://premio.w3c.br/    A       B       C       D 
07       Acessibilidade Web: 7 mitos e um equívoco
http://acessodigital.net/art_acessibilidade-web-7-mitos-e-um-equivoco.ht
ml       A       B       C       D 
08       Acessibilidade não é altruísmo http://acessodigital.net/art_ace
s_nao_e_altruismo.html   A       B       C       D 
09       Supermercados: o preço da inacessibilidade
http://acessodigital.net/art_leda_supermercados.html     A       B
C
D 
10       O selo não garante a acessibilidade
http://acessodigital.net/art_o_selo.html A       B       C       D 
11       Acesso Digital â€“ artigos e links de acessibilidade
http://acessodigital.net/artigos.html    A       B       C       D 
12       Acessibilidade Legal â€“ artigos e links de acessibilidade
http://acessibilidadelegal.com/  A       B       C       D 
13       e-MAG â€“ Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico
http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-MAG       A
B
C
D 
14       Recomendações de acessibilidade para conteúdo Web (WCAG) 2.0
(W3C â€“ tradução: Professor Bechara) http://www.ilearn.com.br/TR/WCAG20
/        B       C       D 
15       Análise de acessibilidade dos sites oficiais dos três
principais candidatos à presidência do Brasil
http://acessodigital.net/art_analises-sites-candidatos.html      A
B
C
D 
16       Métodos e validadores de acessibilidade Web
http://www.acessibilidadelegal.com/13-validacao.php      B       D 
17       Navegação via teclado e leitores de tela
http://www.acessibilidadelegal.com/33-leitores.php       B       D 
18       Planejando a implementação de acessibilidade à Web (W3C â€“
tradução Maujor.com) http://www.maujor.com/w3c/wai-impl.html     C
D 
19       Dez testes rápidos para checar a acessibilidade do seu website
http://www.maujor.com/tutorial/acessibilidade/tentest.php        B
C
D 
20       Padrões Brasil e-Gov http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-
e-projetos/padroes-brasil-e-gov  D 
21       Usando o JAWS para avaliar acessibilidade (WEBAIM â€“tradução
Maujor.com) http://www.maujor.com/tutorial/usando-jaws-para-testes.php
D 
22       Técnicas CSS para acessibilidade a conteúdo Web â€“ Diretrizes
1.0 (W3C â€“ tradução Maujor.com) http://www.maujor.com/w3c/tec_css_aces
s.html   D 
23       Componentes essenciais para acessibilidade à Web(W3C â€“
tradução Maujor.com) http://www.maujor.com/w3c/wcacomponents.html
D 
24       Grupo de Trabalho de Acessibilidade â€“ W3C Brasil
http://www.w3c.br/GT/GrupoAcessibilidade D 
25       Projeto Acessibilidade Virtual (projetos, dicas e manuais)
http://acessibilidade.bento.ifrs.edu.br/acessibilidade-web.php   D 
26       Todos Nós â€“ artigos científicos
http://styx.nied.unicamp.br:8080/todosnos/acessibilidade/artigos-cientif
icos     D 
27       Acessibilidade Brasil http://www.acessobrasil.org.br/   D 
28       Diretrizes irlandesas de acessibilidade Web
http://www.acessibilidadelegal.com/13-irlandesas.php     D 
29       Cartilha de acessibilidade â€“ Lupa Digital
http://www.lupadigital.info/     D 
30       Equivalentes textuais para acessibilidade de imagens na Web
http://www.acessibilidadelegal.com/13-equivalentes.php   D 
31       Acesso à Web e tecnologias assistivas
http://www.acessibilidadelegal.com/33-acesso.php D 
32       Opções na hora de saltar http://blog.w3c.br/opcoes-na-hora-de-s
altar/   D 
33       CSS e acessibilidade Web http://blog.w3c.br/css-e-acessibilidad
e-na-web/        D 
34       As cores de minha Web http://tableless.com.br/as-cores-da-minha
-web/    D 
35       Eu não sou uma máquina http://tableless.com.br/eu-nao-sou-uma-m
aquina/  D 
36       Qual unidade utilizar â€“ Pixel, EM ou REM
http://tableless.com.br/unidade-pixels-em-rem/   D 
37       Formulários acessíveis à prova de spam (Jared Smith â€“tradução
Maujor.com) http://www.maujor.com/tutorial/spam-em-formularios.php
D 
38       JuicyStudio (artigos em inglês)
http://juicystudio.com/articles.php      D 
39       Building Accessible Websites (livro disponível digitalmente â€“
em inglês) http://joeclark.org/book/sashay/serialization/        D 
40       WebAIM â€“ Web Accessibility in Mind (artigos em inglês)
http://webaim.org/articles/      D 
41       456 BEREAst (artigos em inglês) http://www.456bereastreet.com/
D 
42       Analisador de contraste de cores 1.1 (Steve Faulkner â€“
tradução Maujor.com) http://www.maujor.com/tutorial/ccanalyser.php
D 
43       Tabelas de dados acessíveis (Roger Hudson â€“ tradução
Maujor.com) http://www.maujor.com/tutorial/actables.php  D 
44       Desenvolvendo AJAX acessível aos leitores de tela (Gez Lemon e
Steve Faulkner â€“ tradução Maujor.com) http://www.maujor.com/tutorial/a
jax-screen-readers.php   D 
45       Criação de JavaScript acessível â€“ Programa Acesso da UMIC
http://www.acessibilidade.gov.pt/tutor/java_1/index.htm  D 
Validadores


N°       Nome e hiperlink        Perfis 
46       Avaliador automático de HTML â€“ W3C (em inglês)
http://validator.w3.org/ B       D 
47       Avaliador automático de CSS â€“ W3C (em inglês)
http://jigsaw.w3.org/css-validator/      B       D 
48       Complete List of Web Accessibility Evaluation Tools (em inglês)
http://www.w3.org/WAI/ER/tools/complete  B       D 
49       ASES â€“ Avaliador e simulador de acessibilidade de sítios
http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-MAG/ases-avaliado
r-e- simulador-de-acessibilidade-sitios  B       D 
50       Analizador WCAG 2.0 (em espanhol) http://www.tawdis.net/
B
D 
51       AccessMonitor â€“ avaliador automático de acessibilidade, HTML
e CSS http://www.acessibilidade.gov.pt/accessmonitor/    B       D 
Softwares e leitores de tela


N°       Nome e hiperlink        Perfis 
52       DOSVOX â€“ tecnologia assistiva â€“ Windows (gratuito)
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/      D 
53       JAWS for Windows â€“ leitor de telas (tecnologia assistiva) â€“
Windows http://www.freedomscientific.com/products/fs/jaws-product-
page.asp D 
54       Virtual Vision â€“ leitor de telas (tecnologia assistiva) â€“
Windows http://www.virtualvision.com.br/ D 
55       NVDA â€“ Non Visual Desktop Access â€“ leitor de telas
(tecnologia assistiva) â€“ Windows (gratuito)â€¨
http://community.nvda-project.org        D 
56       Orca â€“ leitor de telas (tecnologia assistiva) Linux
(gratuito) https://live.gnome.org/Orca   D 


4.2. Lista de discussão 

O W3C Brasil mantém uma lista de discussão sobre acessibilidade na web ,
aberta a qualquer pessoa com e-mail , com o objetivo de estimular a
troca de informações sobre o tema. O ingresso na lista é livre e
gratuito. 

O endereço da lista é https://mail.nic.br/mailman/listinfo/w3c_acessibil
idade . 

Referências bibliográficas 
1 Brasil. Decreto no 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as
Leis no 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de
atendimento às pessoas que especifica, e a no 10.098, de 19 de dezembro
de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm . 
2 Brasil. Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a
Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e
seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de
2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/
2009/Decreto/D6949.htm . 
3 ABNT. Norma Brasileira ABNT NBR 9050:2004. Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Disponível em:
http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/
arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf . 
    4 W3C. Acessibilidade para o WAI. Disponível em: . 
5 Web Accessibility Initiative (WAI). Home page. Disponível em:
http://www.w3.org/WAI/ . 
6 W3C. Getting Started with Web Accessibility â€“ Web Accessibility
initiative â€“ W3C. http://www.w3.org/standards/webdesign/accessibility
 
7 Fernandes J, Godinho F. Acessibilidade aos sítios Web da AP para
cidadãos com necessidades especiais, maio 2003. Disponível em:
http://www.acessibilidade.gov.pt/manuais/manualv2.doc . 
8 W3C. Introduction to Web Accessibility â€“ Web Accessibility
Initiative. Disponível em: http://www.w3.org/WAI/intro/accessibility.php
#i-what . 
9 W3C. Essential Components of Web Accessibility. Disponível em:
http://www.w3.org/WAI/intro/components.php . 
10 RENAPI. Acessibilidade Virtual â€“ Informação ao alcance de
todos. Disponível em: http://acessibilidade.bento.
ifrs.edu.br/acessibilidade-web.php . 
11 Nascimento C. Frase vencedora do concurso â€œJornadas de
Conhecimento sobre Acessibilidade na Webâ€ , 2007. 
12 The Center for Universal Design: The Principles of Universal
Design, Version 2.0. Raleigh, NC: North Carolina State University.
Disponível em: http://www.ncsu.edu/ncsu/design/cud/about_ud/udprinciples
text.htm . 
13 Derivado de W3C Web Content Accessibility Guidelines 1.0 1999;
Accessible Environnements: Toward Universal Design por Ronald L. Mace,
Graeme J. Hardie e Jaine P. Place, Centro de Design Universal da
Faculdade Estadual da Carolina do Norte, EUA, 1996. Disponível em:
http://www.w3.org/TR/WCAG10/ e http:// www.ncsu.edu/ncsu/design/cud/pubs
_p/docs/ACC Environments.pdf . 
14 W3C. WAI (Web Accessibility Initiative): Developing a Web
Accessibility Business Case for Your Organization: Overview. Disponível
em: http://www.w3.org/WAI/bcase/#intro . 
15 W3C. WAI: Stories of Web Users. Disponível em:
http://www.w3.org/WAI/intro/people-use-web/stories . 
16 WCAG 1.0. Recomendações de Acessibilidade para Conteúdo Web (em
português de Portugal â€“ traduzido pela Universidade de Trás-os-Montes
e Alto Douro). Disponível em: http://www.utad.pt/wai/wai-pageauth.html .


Licença 

[Creative Commons] 

Atribuição: uso não comercial 3.0 Brasil 

Você pode: 
* copiar, distribuir, exibir e executar a obra sob as seguintes
condições:
 ATRIBUIÇÃO:â€¨Você deve dar crédito ao autor original, da
forma especificada pelo autor ou licenciante. 
 USO NÃO COMERCIAL:â€¨Você não pode utilizar esta obra com
finalidades comerciais. 


Aviso: Para qualquer reutilização ou distribuição, devem ser deixados
claros a terceiros os termos da licença à qual se encontra submetida
esta obra. 

Uma publicação 

Comitê Gestor da Internet no Brasil â€“ CGI.br
www.cgi.br 

COORDENADOR GERAL Virgílio Almeida 

SECRETÁRIO EXECUTIVO Hartmut Glaser 

Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR â€“ NIC.br
www.nic.br 

DIRETOR-PRESIDENTE: Demi Getschko 

W3C Escritório Brasil
www.w3c.br 

GERENTE GERAL Vagner Diniz 

Cartilha de Acessibilidade na Web do W3C Brasil -“ Fascículo I -“
Introdução 			Esta cartilha foi produzida pelo W3C escritório Brasil com
a revisão e contribuição dos colaboradores listados abaixo. 

COORDENAÇÃO GERAL Reinaldo Ferraz

REDAÇÃO Lêda Spelta e Horácio Soares

ILUSTRAÇÕES Monica Lopes

PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO Suzana De Bonis / DB Comunicação Ltda.

REVISÃO E CONTRIBUIÇÃO GT de Acessibilidade na Web do W3C Brasil, em
especial os seguintes membros: Alê Borba, Alysson Franklin Martins
Moreira, Aracy Bernardes, Bernard de Luna, Carina Magri, Cesar Cusin,
Cid Torquato, Cláudia de Andrade Tambascia, Clécio Bachini, Diego Eis,
Diogo Franco, Édson Rufino de Souza, Everaldo Bechara in memorian ,
Fernanda Lima, Fernando Figueroa, Fernanda Lobato, Flávio Mendes,
Gonçalo Ferraz, Hudson Augusto, José Antonio Borges, Júlio Cesar Gomes
Duran, Lael Nervis, Laércio Sant'Anna, Leonardo Gleison, Luca Toledo,
Marco Antônio de Queiroz (MAQ) in memorian , Mírian von Zuben, Renato
Costa, Richard Duchatsch Johansen, Rodrigo Leme e Thiago Prado de
Campos.

Parceiros

[Prefeitura de São Paulo] [Estado de São Paulo] [Secretaria de Logística
e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento, Governo Federal]


Apoio

AACD
ABRADi
Brasscom

-- 
-- 
"Neste grupo buscaremos sempre trazer as novidades atualizadas sobre o mundo da Informática e Tecnologia, sugestões de programas para as mais diferentes funções, muitos artigos, tutoriais e dicas sempre com foco na acessibilidade aos deficientes visuais...
--- 
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Derrubando Barreiras" dos Grupos do Google.
Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para derrubando-barreiras+unsubscribe@googlegroups.com.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/d/optout.
